”Próxima reunião da Câmara Temática às 19 horas, Casa da Cultura”

terça-feira, 14 de maio de 2013

Fundação Garibaldi Brasil prorroga a data de inscrição para Cadastro Cultural do Município

Para apresentar projetos na Lei de incentivo à Cultura é necessário estar inscrito no CCM


A Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil prorrogou nesta quarta-feira, 15, a data de inscrição para o Cadastro Cultural do Município de Rio Branco (CCM). A nova data limite é 27 de maio, de segunda a sexta, das 08 às 12 e das 14 às 18 horas, na sede da Fundação Garibaldi Brasil (FGB), no Parque Capitão Ciríaco.

A inscrição no CCM é requisito obrigatório para o proponente (pessoa física e pessoa jurídica) que vai concorrer aos benefícios da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, Preservação e Manutenção do Patrimônio Histórico e Cultural do Município de Rio Branco, Lei N° 1.324/99.

Para fazer a inscrição, pessoa física deve ter mais de um ano de atuação na área cultural. E pessoa jurídica deve estar com, no mínimo, 01 ano de CNPJ legalmente registrado e localizado em Rio Branco.

Os documentos necessários para efetuar o cadastro são: pessoa física - documento original com foto; pessoa jurídica – via original e cópia do Estatuto da Criação da Entidade, ata de posse do Conselho, cartão de registro CNPJ, RG e CPF do representante legal da entidade.

O prazo para entrega de projetos culturais nas áreas Arte e Patrimônio Cultural é de vinte dias, no período de 15 de maio a 03 de junho. Este ano, a Lei de Incentivo à Cultura conta com recuso total de R$ 540.000,00, que será dividido 50% para cada área. O edital e os anexos estão disponíveis nos endereços: www.culturarb.blogspot.com e www.pmrb.ac.gov.br.

Lei de incentivo, como funciona?

A Lei de Incentivo à Cultura funciona com base de renuncia fiscal, onde o poder público abre mão da cobrança de um percentual imposto, para que a empresa (iniciativa privada) passe a investir em ações culturais, através da troca o bônus referente ao financiamento de projeto aprovado.

Roberta Marisa (Assessoria FGB)


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Edital 2013


Recursos para projetos culturais resultam da renúncia fiscal
A Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil (FGB) lança o principal mecanismo de financiamento aos projetos de Arte e Patrimônio Histórico Cultural de Rio Branco, a Lei Municipal de Incentivo à Cultura, Preservação e Manutenção do Patrimônio Histórico e Cultual do Município de Rio Branco, Lei Nº. 1.324/99, e mantém edital aberto para apresentação de projetos no período de 15 a 03 de junho.


Para apresentar projetos o proponente (pessoa física ou jurídica) tem até o dia 14 de maio para se inscrever e/ou atualizar seus dados no Cadastro Cultural do Município de Rio Branco (CCM), na sede da Fundação Garibaldi Brasil, Parque Capitão Ciríaco, Av. Dr. Pereira Passos, nº 225, Seis de Agosto, no horário das 08 às 12 e das 14 às 18 horas.

Acesse os links abaixo e baixe todo conteúdo do Edital 2013. Mais informações pelo telefone 3224-0899, fgb.gabinete@gmail.co e/ou na página www.culturarb.blogspot.com.

Prefeito Marcus Alexandre lança edital 2013 da lei de incentivo à cultur

O prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, lançou oficialmente na manhã desta quarta-feira, 08, na sede da prefeitura, no centro da cidade, o edital 2013 da lei municipal de incentivo à cultura, que existe desde 1999. O edital foi adequado para garantir a participação de todos os segmentos culturais.

Participaram do ato, além do presidente da Fundação Garibaldi Brasil (FGB), Rodrigo Forneck, a presidente da Fundação Elias Mansour (FEM), Francis Mary, o líder do prefeito na Câmara, vereador Gabriel Forneck, além de representantes de várias entidades ligadas à cultura.
Este ano, o edital irá disponibilizar o total de R$ 540 mil para os projetos que forem apresentados e selecionados. O valor máximo para cada projeto será de R$ 15 mil para pessoas físicas, R$ 30 mil para pessoas jurídicas e até R$ 40 mil para os projetos que forem apresentados pelas entidades representativas.

Qualquer pessoa ou entidade que desejar apresentar projetos dentro da lei de incentivo à cultura deste ano poderá se cadastrar até o dia 14 de maio na sede da FGB, no parque capitão Ciríaco e apresentar os projetos até o dia 03 de junho. O presidente da Fundação Garibaldi Brasil, Rodrigo Forneck, explicou que houve mudanças no edital no sentido de aperfeiçoar os critérios de avaliação.

Ele fez questão de explicar, ainda, que a elaboração do edital não aconteceu entre quatro paredes, mas antes foi fruto de amplas discussões e debates, que começaram nas câmaras temáticas e nos fóruns e terminaram na comissão executiva. “Aperfeiçoamos os critérios de avaliação para dar maior transparência e para que não houvesse interferências políticas”, disse Rodrigo.
A lei de incentivo à cultura é um instrumento de apoio às iniciativas culturais realizadas na cidade de Rio Branco a qualquer pessoa (física ou jurídica) que tenham mais de um ano de atuação na área cultural e funciona com base na renúncia fiscal, onde o poder público abre mão da cobrança de um percentual de imposto para que uma empresa (iniciativa privada) passe a investir em ações culturais.

O prefeito Marcus Alexandre, no ato de lançamento do edital, fez questão de enfatizar que o compromisso com a cultura é o próprio compromisso com a cidade de Rio Branco. Lembrou que no último sábado, 04 de maio, foi lançado o programa cinema no bairro, que começou pelo Seis de Agosto, como forma de levar entretenimento a todos os bairros.

“Não podemos elitizar a cultura. Temos que chegar aonde nunca chegamos antes. Estamos cumprindo mais um compromisso assumido em campanha e nossa meta é levar, além do cinema, também a cultura a todos os bairros da nossa cidade”, afirmou o prefeito.


Curta-metragem produzido no Acre é selecionado para três festivai

Por Onides Bonaccorsi Queiroz
Awara Nane Putane conta o mito da origem do uso tradicional da ayahuasca entre os yawás

“Awara Nane Putane – uma história do cipó”, curta-metragem em animação dirigido pelo jornalista Sérgio de Carvalho, foi selecionado, na semana passada, para ser exibido na IV Mostra de Cinema da Amazônia e no Festival de Cinema Ibero-Americano da Nicarágua, ambos a serem realizados em maio, além de figurar entre os filmes do Festival de Cinema de Lima, ocorrido em abril.

O filme, produzido predominantemente no Acre, estreou em Rio Branco no Festival Pachamama, em novembro, e conta o mito da origem do uso tradicional da ayahuasca (veja boxe abaixo) na versão da etnia yawanawá (ou yawá).

Um dos principais trunfos da produção é o fato de ser toda falada no idioma yawá, pertencente ao tronco linguístico pano. Os sons da floresta e as falas foram gravados na Aldeia Nova Esperança, próxima ao Rio Gregório (AC). As vozes são dos anciãos da tribo, escalados para registrar o idioma o mais fielmente possível. “Eles se dedicaram bastante à tarefa e depois ainda brincavam entre si, na pele dos personagens que interpretavam”, conta Sérgio, que conheceu o mito há 10 anos e logo se interessou por ele. Há cinco começou a se mobilizar para fazer o filme.

Sérgio de Carvalho dirigiu
Awara Nane Putane (Foto: cedida)
O diretor relata que só foi possível superar a resistência inicial dos yawanawás em colaborar com a produção quando eles perceberam que a tecnologia poderia ajudar a preservar a sua tradição cultural. Em respeito à comunidade, que acabou por acolher a sua equipe, Sérgio fez questão de que a primeira exibição pública do curta fosse realizada dentro da própria aldeia.

“A identidade cultural yawanawá ficou sufocada durante décadas, sob o domínio de missionários cristãos que se introduziram na aldeia. Com a saída deles e o incentivo governamental na realização do festival anual yawá, está ocorrendo uma revitalização das tradições. Com a sua cultura reconhecida, o povo está se sentindo valorizado, os jovens começaram a se interessar por ela e os velhos estão satisfeitos com essa preservação”, relata o jornalista.

O projeto foi selecionado pelo Edital de Fomento ao Curta-metragem do MinC/SAV e teve apoio cultural do Governo do Estado do Acre, por meio do Deracre e Fundação de Comunicação e Cultura Elias Mansour (FEM), Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil (FGB), Funerária São João Batista, ABD&C Acre, Wave Produções e VT Publicidade.
Link para teaser do filme: http://www.youtube.com/watch?v=Lv0ixdL4UE0

Ficha técnica:
Awara Nane Putane. Curta-metragem em animação. Roteiro e direção de Sérgio de Carvalho, produção de Karla Martins e Sérgio de Carvalho, Direção de Animação de Silvio Toledo e Valu Vasconcelos, Edição de Bruno Saucedo, Trilha Sonora e Mixagem de Duda Mello, Produção Indígena de Shaneihu Yawanawa, Vinnya Yawanawa e Vadé Yawanawa, Direção de Arte de Fred Marinho e Silvio Toledo, Pesquisa e Still de Talita Oliveira e Ney Ricardo, vozes de Shaneihu Yawanawa, Tika Matxuru, Nãynawa, Alda Artidor (Dona Nega)Yawanawa, Yuva Yawanawa Kapacuru Yawanawa e Story Board de Clementino Almeida.

O que é ayahuasca?
Ayahuasca é uma bebida sacramental, de princípio psicoativo, produzida a partir de duas plantas amazônicas: Banisteriopsis caapi e Psychotria viridis. Sabe-se que era usada pelos incas, mas também há estimativas do início da sua utilização e dispersão entre as tribos ameríndias entre 1500 e 2000 a.C. A ayahuasca é utilizada tradicionalmente em países como Peru, Equador, Colômbia, Bolívia e Brasil e ainda por, pelo menos, 72 etnias indígenas da Amazônia. É destinada a uso espiritual, curativo e para a caça. Cipó, huasca, uni, yagé, caapi, nepê, vegetal e daime são alguns das dezenas de nomes conhecidos desse chá vegetal.