24 de novembro, dia acreano da cultura ayahuasqueira

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sábado, 28 de maio de 2011

Rituais do Santo Daime: uma viagem que não é para todos

Utilizado há séculos pelos índios e transformado em religião pelos desbravadores da região amazônica, o chá de ayahuasca, mais conhecido como chá do Santo Daime, voltou à tona após o assassinato do cartunista Glauco, dirigente de um grupo ligado à doutrina, e de seu filho. O universitário Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, que confessou o crime, estaria numa espécie de surto psicótico, causado pelo uso de drogas. Ele era discípulo da seita e já havia tomado o chá várias vezes.

Não há certeza, ainda, se o chá ajudou a desencadear a fúria do jovem. Mas os próprios adeptos reconhecem que há riscos. No Daime, uma máxima diz que o chá é para todos, mas nem todos são para o chá. "De fato, os riscos do chá são mais psicológicos do que fisiológicos. Há casos de surtos psicóticos, principalmente em quem tem alguma predisposição", relata o especialista na farmacologia da ayahuasca Rafael Guimarães dos Santos, que já sentiu na pele esses efeitos. Ele desenvolve uma tese de doutorado sobre o assunto e deixou a religião, mas continua a defender a liberdade de culto.

O uso do chá é autorizado pela legislação brasileira, em média, a cada 15 dias, desde que exclusivamente dentro dos rituais religiosos. As religiões ayahuasqueiras têm o aval do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad), que descartou a hipótese de dependência e prejuízos a longo prazo. Leia mais, aqui

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