24 de novembro, dia acreano da cultura ayahuasqueira

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Câmara Temática de Culturas Ayahuasqueiras realiza Fórum para discutir políticas públicas

A Câmara Temática de Culturas Ayahuasqueiras em parceria com a Fundação de Cultura Garibaldi Brasil realizam nos próximos dias 9 (à noite) e 10 de novembro (dia) o I Fórum Setorial de Culturas Ayahuasqueiras, no Centro de Iluminação Cristã Luz Universal - Ciclo-Midã, no bairro Irineu Serra (Casa da família Tufi Amim).

O objetivo dos organizadores do evento é retomar e atualizar as discussões do Seminário Comunidades Tradicionais da Ayahuasca – Construindo Políticas Públicas para o Acre, realizado em abril de 2010. Para tanto a programação foi estruturada a partir de temas referentes ao andamento das políticas publicas voltadas a esses grupos e sua relação com a sociedade mais abrangente. 
O Fórum contará com a presença de dirigentes e associados de todas as comunidades ayahuasqueiras do município de Rio Branco, autoridades, gestores públicos e parlamentares.

Os formulários de fichas inscrições impressas estão sendo encaminhadas aos centros participantes e também poderão ser feitas online neste blog e no blog do Sistema Municipal de Cultura, cujo prazo para encaminhamento ou informe à organização ficou estabelecido para 05.11.2012. Ainda assim, poderão ser feitas no local de realização do Fórum.

Faça sua inscrição, clique aqui.

Vejam também publicação sobre o assunto no blog do Sistema Municipal de Cultura

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

História, política e cultura: o caso do Acre

Alunos participantes das ações formativas do ODC e interessados em geral tiveram a oportunidade de conhecer e discutir o contexto político e cultural de uma realidade geograficamente distante do centro do país, porém, bem viva e presente diante das novas aspirações para o cenário da política cultural.

O quarteto formado pelos acreanos Eurilinda Figueiredo, presidente da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil – FGB; Aretuza Bandeira, historiadora e gestora cultural da FGB; Giselle Lucena, jornalista e integrante do ODC; e pelo indígena Daniel Iberê, cientista político e conselheiro de cultura de Rio Branco, apresentaram uma brevíssima história do Acre, contextualizando o palco de encantamentos, imaginários, lutas, resistências e linguagens artísticas que compõem aquele lugar.

“Vivemos na história do Acre, longos momentos de conflitos para afirmação das identidades locais. Por isso, há um movimento muito forte de auto-afirmação que estão impressas nas mais diversas manifestações artísticas e nas expressões do patrimônio cultural do Acre”, explicou Eurilinda Figueiredo.

O Acre foi o último Estado a ser anexado ao Brasil. Antes disso, enfrentou várias décadas de confrontos com os países vizinhos e com o próprio Brasil, até ser constituído como um estado brasileiro, reconhecimento que, em 2012, vai completar apenas 50 anos. “O tempo do Acre é um tempo das contestações: temos o momento das ditaduras e lutas; temos o tempo dos indígenas isolados e, ao mesmo tempo, as pontes modernas no centro da cidade; temos, ainda, o tempo do jacaré que passa na rua”, explicou Daniel Iberê, cientista social e conselheiro de cultura de Rio Branco, diante das tantas perguntas a respeito da vida na floresta e dos povos nativos da região.

Continue lendo no Blog do Sistema Municipal de Cultura.

Postado originalmente no site do Observatório da Diversidade Cultural (ODC)

sábado, 2 de julho de 2011

Seminário Patrimônio, Cultura e Cidade - IPHAN-Acre

Convite da Superintendência do Iphan no Acre para participar do Seminário Patrimônio, Cultura e cidade, que será realizado nos dias 05, 06 e 07 de julho próximo no Palácio da Justiça TJAC. Conheça a programação, clique aqui.


Abaixo o release do evento!

O Centro Histórico de Rio Branco será Patrimônio Nacional

A Superintendência do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Acre (Iphan) iniciou estudos para tombar em nível Federal o Centro Histórico de Rio Branco. Com essa ação, prédios com valor histórico para a população acreana como o Casarão e Palácio Rio Branco ficarão protegidos contra a ação do tempo, uma garantia de manutenção dos elementos que permitem compreender a formação da memória, da história e da identidade brasileira a partir dos bens culturais do Acre.

Já foi iniciado um trabalho de articulação interinstitucional, com discussões para ações de registro do patrimônio imaterial, a cultura dos rio-branquenses, e de tombamento do patrimônio material, além de ações de gestão necessárias a cada um desses bens.

O Seminário Patrimônio, Cultura e Cidade será o ponto de partida para a abertura de uma ampla discussão interinstitucional, intergovernamental e com a sociedade civil acerca dos estudos para instrução do processo de Tombamento da área central histórica da capital acreana. A partir dos resultados dessa debate, será apresentado ao Governo Federal o reconhecimento dos atributos como Patrimônio Cultural nacional de parte da cidade de Rio Branco, por meio do Iphan  e, por conseguinte, da canalização de planos e ações específicas que garantam a qualidade do acervo a ser tombado e a manutenção das suas características, que motivaram a proteção.  

Período Econômico da Borracha

Especificamente falando dos prédios do Centro Histórico de Rio Branco, o temário atual de apreensão é traçado a partir do Período Econômico da Borracha e do contexto de criação do Território Federal do Acre.

A constituição física da cidade expõe a significância cultural de sua matéria, que se sobrepõem e coabitam em uma mesma estrutura, ao longo do tempo diversas expressões das sociedades que a edificam. Tanto os aspectos históricos, quanto os arquitetônicos e urbanísticos, assim como os paisagísticos, associados aos diversos eixos temáticos que organizam vetores de apreensão dos bens existentes, representam, enfim, parte integrante do que é o Patrimônio Cultural de quem mora na Capital do Acre.

Ao mesmo tempo, dentro dessa particularidade dos valores culturais de expressão local, julga-se também relevante a sua existência para o sentido de nação brasileira. É neste sentido que o Iphan desenvolve estudos atualmente em todas as capitais dos Estados, por considerar cada cidade guardiã de valores culturais importantes que a conformam como exemplares de unicidade e de distinção.

Seminário: Patrimônio, Cultura e Cidade

Seminário: Patrimônio, Cultura e Cidade será realizado no  Palácio da Justiça ( TJAC ), no dias 05, 06 e 07 de julho de 2011, das 08h30 às 18 horas. No evento terá representantes do corpo técnico do Iphan no Acre, do Iphan em Brasília por meio do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização (Depam), da Coordenação de Educação Patrimonial do Departamento de Articulação e Fomento (Ceduc/DAF). Contará também com representantes da Prefeitura Municipal de Iguape-SP, para relatarem a experiência do processo de tombamento da cidade paulista, será promovida também uma palestra com a participação de uma pesquisadora sobre Arquitetura e Urbanismo no Estado do Acre, além de representantes da Prefeitura Municipal de Rio Branco, para contribuir, com suas explanações, nos estudos sobre o Tombamento já iniciados pela Superintendência Estadual do Acre.

Grupos de discussão

Além das palestras, está prevista a formação de três Grupos de Trabalhos para a discussão e produção em temas específicos: Educação Patrimonial; Valores Patrimoniais da cidade de Rio Branco; e Processo Participativo em Estudos para a Proteção de Centros Históricos.

Aspectos como Política Urbana, Desenvolvimento Urbano, Plano Diretor, desempenho de papeis do Município, Estado e União sobre o mesmo território num planejamento e gestão integrados e compartilhados, gestos participativos, entre tantas outras questões, alinhavadas com o Patrimônio Cultural, serão discutidos durante os 3 (três) dias de Seminário. O evento também propõe a construção conjunta de diretrizes para o prosseguimento das atividades dos estudos para Tombamento da área central histórica de Rio Branco com os participantes do evento.

O intuito deste primeiro momento de discussão aberta é de tornar público o processo iniciado pelo Iphan no Acre e inserir agentes das diversas naturezas e forças contributivas para a continuidade dos Estudos para a Proteção da área central histórica de Rio Branco. Procura-se, com isso, a legitimação e pactuação dessa trajetória, numa construção participativa, integrada e compartilhada para a salvaguarda do Patrimônio Cultural brasileiro.

Contato:
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN
Superintendência do IPHAN no Acre
Rua Dom Bosco, nº 186 | Bairro Bosque | Rio Branco-AC| CEP 69909-390
T. (68) 3227.9029 | iphan-ac@iphan.gov.br